Baseado em evidências

A ciência por trás da fita de silicone

Reunimos aqui, em linguagem simples, o que mais de 40 anos de estudos científicos mostram sobre o silicone no tratamento de cicatrizes e queloides — sem enrolação e sem promessa milagrosa.

Cicatriz abdominal em tratamento
Padrão ouro reconhecido internacionalmente   Recomendado como primeira linha de tratamento por diretrizes médicas desde 2002.
Na prática

O que a ciência diz sobre o seu caso

Os estudos avaliaram três situações diferentes. Veja o que esperar em cada uma.

Cicatriz recente

Prevenção

Usar a fita logo após a retirada dos pontos reduz muito o risco de a cicatriz engrossar ou evoluir para um queloide.

Cicatriz já formada

Melhora do aspecto

Com uso contínuo, os estudos mostram cicatrizes mais macias, mais planas e com a cor mais próxima da pele ao redor.

Queloide antigo

Redução de volume e coceira

Mesmo em queloides antigos e mais graves, o silicone ajuda a reduzir tamanho, coceira e dor — funcionando bem junto do tratamento do seu médico.

A cicatriz vai sumir completamente?

Sendo honestos: não. Nenhum produto do mundo — nem a fita de silicone, nem o laser mais caro, nem a cirurgia mais avançada — apaga uma cicatriz por completo. Uma vez que a pele é rompida profundamente, a marca do colágeno formado ali é permanente.

O que a ciência comprova é uma melhora real e visível: cicatriz mais plana, mais clara, mais macia e bem menos incômoda. É isso que os estudos abaixo demonstram — sem exagero.

Os números

O que os estudos encontraram

Alguns resultados concretos da literatura científica sobre silicone em cicatrizes.

90%

Resultados bons ou muito bons

Em estudo clínico com 128 pacientes no Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro).

Radwanski et al., 2010
40+ anos

De pesquisa contínua

O silicone vem sendo estudado em cicatrizes desde o início dos anos 1980.

Mercer, 1989
19 estudos

Analisados em conjunto

Meta-análise recente confirmou melhora significativa em dor, coceira, cor e textura.

Deflorin et al., 2020
1ª linha

De tratamento

Classificação dada pelas diretrizes internacionais de manejo de cicatrizes.

Mustoe et al., 2002
Como funciona

Como o silicone age na cicatriz

Ele não age por pressão nem por medicamento: cria um microambiente ideal para a pele se recuperar.

Oclusão

A camada de silicone forma uma barreira semioclusiva sobre a cicatriz, protegendo-a de agressões externas.

Hidratação

Reduz a perda de água da pele. A hidratação equilibrada sinaliza que a "reparação" já pode desacelerar.

Menos colágeno em excesso

Com o estímulo reduzido, cai a produção exagerada de colágeno — causa do volume e da rigidez da cicatriz.

Décadas de estudo

A ciência que sustenta essa recomendação

Um resumo de mais de 40 anos de pesquisa sobre silicone e cicatrizes.

Anos 1980

Os primeiros estudos publicados já mostram melhora de cicatrizes hipertróficas e queloides tratados com silicone.

Mercer, 1989 · Gold, 1994
2002

Um painel internacional de especialistas reconhece o silicone como padrão ouro: a primeira opção de tratamento não invasivo para cicatrizes hipertróficas e queloides.

Mustoe et al., International Clinical Recommendations on Scar Management
2010

No Brasil, o Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro) acompanha 128 pacientes por até 6 meses: melhora significativa em coceira, dor, vermelhidão e textura, com 90% de resultados bons ou muito bons.

Radwanski et al., Revista Brasileira de Cirurgia Plástica
2014

Novas diretrizes internacionais reafirmam o silicone como primeira escolha, com bom perfil de segurança inclusive para crianças.

Monstrey et al. · Management of Scars, 2014
2018

Pesquisadores brasileiros (Faculdade de Medicina do ABC) confirmam redução expressiva do prurido com placas de gel de silicone em cicatrizes de queimadura.

Palermo et al., 2018
2020

Uma meta-análise reúne 19 estudos controlados e confirma: o tratamento físico com silicone melhora de forma significativa dor, coceira, cor, maleabilidade, espessura e tamanho da cicatriz.

Deflorin et al., Journal of Alternative and Complementary Medicine
Para quem quer se aprofundar

Referências científicas completas

15 estudos e diretrizes clínicas usados como base para este conteúdo.

Estudos e diretrizes clínicas (1989–2020)
  1. Mercer NSG. Silicone gel in the treatment of keloid scars. British Journal of Plastic Surgery. 1989;42(1):83-87.
  2. Farquhar A, et al. Silicone gel and hypertrophic scar formation: a literature review. 1992.
  3. Gold MH. A controlled clinical trial of topical silicone gel sheeting in the treatment of hypertrophic scars and keloids. Journal of the American Academy of Dermatology. 1994;30(3):506-507.
  4. Mustoe TA, Cooter RD, Gold MH, et al. International clinical recommendations on scar management. Plastic and Reconstructive Surgery. 2002;110(2):560-571.
  5. Berman B, Perez OA, Konda S, et al. A review of the biologic effects, clinical efficacy, and safety of silicone elastomer sheeting for hypertrophic and keloid scar treatment and management. Dermatologic Surgery. 2007;33(11):1291-1302.
  6. Puri N, Talwar A. The efficacy of silicone gel for the treatment of hypertrophic scars and keloids. Journal of Cutaneous and Aesthetic Surgery. 2009;2(2):104-106.
  7. Radwanski HN, Correa WEHM, Refosco TJ, Farrapeira Junior A, Pitanguy I. Silicone gel em cicatrizes de cirurgia plástica: estudo clínico prospectivo. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica. 2010;25(3):428-433.
  8. Management of scars: updated practical guidelines and use of silicones. Departamentos de Dermatologia (França/Bélgica). 2014.
  9. Monstrey S, et al. Updated scar management practical guidelines: non-invasive and invasive measures. Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery. 2014.
  10. Bleasdale B, et al. The use of silicone adhesives for scar reduction. Advances in Wound Care. 2015.
  11. Goldberg DJ, et al. Efficacy and safety of a novel 100% silicone scar gel treatment for early intervention in scar management. 2016.
  12. Westra I, et al. Topical silicone sheet application in the treatment of hypertrophic scars and keloids. 2016.
  13. Alves Luna AL. Fita de silicone-gel vs. fita micropore. 2017.
  14. Palermo, et al. Manejo de cicatrizes com uso de placas e gel de silicone. Faculdade de Medicina do ABC / Universidade do Oeste Paulista. 2018.
  15. Deflorin C, Hohenauer E, Stoop R, van Daele U, Clijsen R, Taeymans J. Physical management of scar tissue: a systematic review and meta-analysis. Journal of Alternative and Complementary Medicine. 2020.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Os resultados variam conforme o tipo de cicatriz, o tempo de uso e as características de cada pessoa. Os produtos PROMNi são dispositivos de silicone grau médico regularizados junto à ANVISA. Em caso de dúvida, consulte o seu médico.

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