Reunimos aqui, em linguagem simples, o que mais de 40 anos de estudos científicos mostram sobre o silicone no tratamento de cicatrizes e queloides — sem enrolação e sem promessa milagrosa.
Os estudos avaliaram três situações diferentes. Veja o que esperar em cada uma.
Usar a fita logo após a retirada dos pontos reduz muito o risco de a cicatriz engrossar ou evoluir para um queloide.
Com uso contínuo, os estudos mostram cicatrizes mais macias, mais planas e com a cor mais próxima da pele ao redor.
Mesmo em queloides antigos e mais graves, o silicone ajuda a reduzir tamanho, coceira e dor — funcionando bem junto do tratamento do seu médico.
Sendo honestos: não. Nenhum produto do mundo — nem a fita de silicone, nem o laser mais caro, nem a cirurgia mais avançada — apaga uma cicatriz por completo. Uma vez que a pele é rompida profundamente, a marca do colágeno formado ali é permanente.
O que a ciência comprova é uma melhora real e visível: cicatriz mais plana, mais clara, mais macia e bem menos incômoda. É isso que os estudos abaixo demonstram — sem exagero.
Alguns resultados concretos da literatura científica sobre silicone em cicatrizes.
Em estudo clínico com 128 pacientes no Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro).
Radwanski et al., 2010O silicone vem sendo estudado em cicatrizes desde o início dos anos 1980.
Mercer, 1989Meta-análise recente confirmou melhora significativa em dor, coceira, cor e textura.
Deflorin et al., 2020Classificação dada pelas diretrizes internacionais de manejo de cicatrizes.
Mustoe et al., 2002Ele não age por pressão nem por medicamento: cria um microambiente ideal para a pele se recuperar.
A camada de silicone forma uma barreira semioclusiva sobre a cicatriz, protegendo-a de agressões externas.
Reduz a perda de água da pele. A hidratação equilibrada sinaliza que a "reparação" já pode desacelerar.
Com o estímulo reduzido, cai a produção exagerada de colágeno — causa do volume e da rigidez da cicatriz.
Um resumo de mais de 40 anos de pesquisa sobre silicone e cicatrizes.
Os primeiros estudos publicados já mostram melhora de cicatrizes hipertróficas e queloides tratados com silicone.
Mercer, 1989 · Gold, 1994Um painel internacional de especialistas reconhece o silicone como padrão ouro: a primeira opção de tratamento não invasivo para cicatrizes hipertróficas e queloides.
Mustoe et al., International Clinical Recommendations on Scar ManagementNo Brasil, o Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro) acompanha 128 pacientes por até 6 meses: melhora significativa em coceira, dor, vermelhidão e textura, com 90% de resultados bons ou muito bons.
Radwanski et al., Revista Brasileira de Cirurgia PlásticaNovas diretrizes internacionais reafirmam o silicone como primeira escolha, com bom perfil de segurança inclusive para crianças.
Monstrey et al. · Management of Scars, 2014Pesquisadores brasileiros (Faculdade de Medicina do ABC) confirmam redução expressiva do prurido com placas de gel de silicone em cicatrizes de queimadura.
Palermo et al., 2018Uma meta-análise reúne 19 estudos controlados e confirma: o tratamento físico com silicone melhora de forma significativa dor, coceira, cor, maleabilidade, espessura e tamanho da cicatriz.
Deflorin et al., Journal of Alternative and Complementary Medicine15 estudos e diretrizes clínicas usados como base para este conteúdo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Os resultados variam conforme o tipo de cicatriz, o tempo de uso e as características de cada pessoa. Os produtos PROMNi são dispositivos de silicone grau médico regularizados junto à ANVISA. Em caso de dúvida, consulte o seu médico.
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